"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a
forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam
sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos
fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
Há situações onde só a verdade serve. Momento o qual serve para decidirmos seguir em frente sinceros com nós mesmos ou continuarmos a seguir tal caminho, mesmo sabendo que não é o que acreditamos, é apenas o que queríamos acreditar.
É necessário ousar, dar o primeiro passo para que o tempo não nos devore.
Ouvi um sábio uma dia que me disse, temos que aprender o máximo possível jovens pois quando atingimos a maturidade, nos resta pouco tempo de sanidade. Sanidade?
Sim, aquela sanidade criada por nós mesmos, àquela que corresponde ao que concordamos ser o mais verdadeiro conosco. É fácil colocarmos no mundo as nossas frustrações, mas o que você fez para chega onde acredita ser o certo, até quando o desejo de permanecer inerte e asfixiado numa situação não te paralisou.
Para crescer: auto- sinceridade, auto-analisa, auto-reflexão, auto-destruição – coragem!
Tendemos à comodidade, ao sonho, buscamos a fantasia que melhor preenche a falta imaginária!
Por que imaginária?
A falta esta no corpo, na mente, no comportamento. Quando não se está na falta se está onde? Quando se está completo em algo, deixamos de existir, não se existe, pois falta o ar, a paixão, os delírios...
A paixão nos movimenta, pois ela faz a imagem irreal de algo real, e nos força a alcançar o inalcançável.
Poesia = paixão – movimento onírico, tentar chegar onde não se pode = crescer tentando.
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